sexta-feira, 28 de maio de 2010

Em Janeiro enquanto desenhava este caderno postei esta imagem nos urban sketchers em comemoração dos 40 anos que o meu carro completou, desde o dia em que alguém em 1970 o foi buscar com 0 kilometros algures a um stand em Lisboa.
Fez agora em Maio, 5 anos que como prenda dos meus 40 anos me ofereci o carro que viria a substituir o dia a dia do meu velho carocha de 1960.
A conversa parecia recorrente "o carro está como novo, tem 58000Km reais! Esteve parado mais de 15 anos, nunca dormiu ao relento!"
"Second life". Agora começo acreditar naquela lenga a lenga, o carro renasceu para uma segunda vida, esta agora sim bem real, já rolou mais 30000, conhece bem a cor das estrelas a chuva e o frio da noite, nunca se recusou a pegar seja à hora que for e o único problema a registar, foi o motor do limpa para brisas que não aguentou o inverno que passou.
Ver aqui um anúncio da época alemão passado cá em Lisboa

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O papel deste caderno "Claire Fontaine"
era demasiado bom para gastar em desenhos no comboio,
tentei evitar mas não havia volta a dar, é o dia a dia, são as idas e voltas.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Todos os anos faço no ar.co uma instalação com "engenhos mecânicos" para que os alunos se vejam gregos a desenhar.
Já restam poucos da turma de ilustração do CIEAM que este ano prosseguiu pelo nível 2. Menos inscritos, menor escolha mas mais persistência maior resistência.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Este é mais um caderno A5 da resistente Papelaria da Moda da baixa de Lisboa. Para caderno reportagem são talvez os melhores, o papel é grosso, de boa qualidade, são a medida do scanner e finos quanto baste de forma que abrem sempre bem seja no principio seja no fim e ainda, rapidamente vemos o fim do caderno a chegar o que é sempre motivador.
Este foi especialmente adquirido para a reportagem que se segue.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Enquanto os repórteres não largavam a figura cartaz deste Algarve Historic Festival, aproveitei também o momento "paparazzi" para fixar a vedeta no meu caderno.
Vale a pena ser paparazzi por vedetas assim de 80 anos, autêntico "gentlemen driver" genuíno herdeiro do antigo espírito das corridas de automóveis, único a fazer verdadeiramente frente ao imbatível Fangio. Moss foi o vencedor das primeiras corridas
de F1 em Portugal no Porto em 1958 e no circuito de Monsanto em Lisboa no ano seguinte, ganhou 16 grande prémios e 4 vezes cosecutivas vice campeão do mundo .
Este é o carro de Stirling Moss.
Podem dar aqui uma voltinha com ele à pista de Portimão sob um magnífico sol de fim de tarde algarvio.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pela via do Infante, depois de Portimão vira-se à direita por umas estradas novas direito à serra, passa-se por uns descampados e no meio do nada surge uma construção megalómana,
um autódromo que faz o do Estoril parecer uma pista de miniaturas. Tudo foi pensado para o espectáculo das corridas, o traçado da pista com curvas cegas no meio de lombas, bancadas com capacidade para números de espectadores que tomaram eles que algum dia viessem aquecer aqueles assentos, zonas de restauração e laser e uma piscina com água pelo joelho a pensar nas longas secas que as mulheres dos pilotos passam com os filhos à espera.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sim, no tempo destes engenhos com "rodas de bicicleta"
já quase se batia a barreira dos 300 Km/h no fim da recta da meta!
Sim era assim, sem quais quer condições de segurança!

domingo, 9 de maio de 2010

Nas corridas actuais de clássicos misturam-se coisas que no tempo em que estes carros corriam não se misturavam. Não era comum americanos e europeus competirem nas mesmas pistas,
agora podemos comparar a superioridade da agilidade em curva dos carros europeus com a superioridade da velocidade de ponta dos americanos. Neste circuito os americanos levaram a taça.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

algumas máquinas são peças únicas, completamente artesanais. Nas boxes os mecânicos rezam para que os pilotos não façam muitas avarias e consigam trazer de volta os carros direitinhos, se assim não for, não há peças para substituir. Chapa amolgada, é cortada, endireitada e refeita ali na hora.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O trabalho nas boxes é feito com uma coordenação excepcional, em poucos minutos trocam-se caixas de velocidades, motores, afinam-se válvulas e carburadores, com uma precisão cirúrgica.
Ali, a nú e a crú dá bem para ver a ronha e quanto os nossos mecânicos nos enganam!

domingo, 2 de maio de 2010

A corrida (a pé) terá sido eventualmente a primeira forma do homem competir.
Nada tão simples e expontâneo como isto, ver quem chega primeiro, seja a correr atrás da presa seja a fugir dela.
Estou mesmo a ver as mulheres dos homens primitivos a disputarem entre si aquele que em menos tempo conseguia trazer para dentro das cavernas mais e melhor alimento às suas famílias! Também assim se definia quem sobrevivia.
Depois inventaram a roda, domesticaram animais e passaram a correr com tudo o que corresse e rolasse.
As corridas de automóveis disputam-se em volta de circuitos especialmente construídos para isso, há uma tribuna para o aplauso, e boxes onde se preparam as máquinas, tal como nas corridas de cavalos ou dos carros romanos.
Ainda é assim, ver quem chega primeiro.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

É bom ter pancadas!
Sempre salvaguarda algumas motivações futuras.
Sempre se tem algum assunto para preencher as reformas, algumas até chegaram antes do tempo.
Este holandês gozava aqui no sul de Portugal, o melhor que a boa segurança social do norte tem ainda para oferecer.
Um verdadeiro "tifosi" das corridas só podia viver numa casa com rodas, para onde o circo for, ela vai também.
A "hymermobile" chegará primeiro para estacionar no melhor ângulo na melhor curva do próximo circuito.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Nas corridas dos clássicos andavam também por lá umas meninas a passearem-se de guarda sol mas que, não tinham nada de "retro".

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Enquanto hoje as Mega empresas de comunicação disputam entre si números em Megas que traduzem velocidades Mega abstractas que ninguém na realidade sabe avaliar ou comparar, o grande desafio dos construtores de automóveis do princípio até meados do século XX era não só bater records de velocidade como fabricar máquinas fiáveis que pudessem ganhar provas, que em alguns casos eram autênticas maratonas kilométricas.
O desenvolvimento de um país avaliava-se também por aí, pelo domínio da velocidade que neste caso media-se lado a lado, curva a curva até ao xadrês da bandeira que cortava a meta.
Antes dos grandes "sponsors" tomarem conta, cada país tinha as suas escudarias e as suas cores.
Ir às corridas era também torcer por um país, as máquinas foram até ao pós guerra um excelente veículo de propaganda nacionalista.
O Reino Unido pintou a Jaguar de verde, a Porsche e a Auto Union alemã eram prata, a Ferrari e a Alfa Romeu inevitavelmente vermelha e a França tão turquesa como este Bugatti.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Nas boxes estas feras num ápice passam do estado do dormência para uma histeria colectiva.
Quando se ligam os motores o barulho é gritante, infernal, animal, brutal, de arrepiar, de fazer ranger os dentes, vibrar as paginas do caderno e ter chots adrenalínicos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Estes são carros do tempo em que eu brincava com carrinhos, lembro-me de me terem oferecido uma miniatura igual da Solido azul turquesa, abria o capot traseiro de onde se podia ver os detalhes do motor, agora pude comprovar como perfeita que era. Os nomes de quem os pilotava na época não me eram estranhos, Henri Pescarolo e Gérard Larrousse tinham levado em 1974 estes Matra Sinca 670 à vitória nas 24 Horas de Le Mans.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Desta vez tinha de ser rápido muito rápido troquei até a ponta de pincel sintético da minha "Pentel" por uma ponta de pincel de feltro,"Sakura waterproof" mais rápida e eficaz para estas curvas. Assim os desenhos podiam acompanhar a velocidade com que os carros entravam e saíam das boxes e todo trabalho que ali se fazia, durante o festival internacional de corridas de clássicos dos anos 50 aos anos 80 que decorreram no novo autódromo de Portimão em Outubro passado.
O repórter do pincel esteve lá a convite da organização para fazer a cobertura do evento em cadernos!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Há muito tempo que o surf reside por estas bandas, antes dos Portugueses nos anos 70 foi destino de Ingleses, Franceses e Australianos que vinham por aí fora e aqui paravam as "pão de forma" enquanto desciam a costa a caminho de Marrocos e de uma onda perfeita. Tal assim foi, que até se mudaram nomes às praias. Super tubos que nos próximos anos vai continuar a receber a formula 1 do surf mundial, é hoje o nome oficial bem explicito nas placas de estrada, da praia de Medão Grande.
O palanque dos júris correu atrás das melhores condições, o "pico(1) da mota" fora descoberto e deixara de ser um "secret spot"(2). Chamaram-lhe o woodstock português, no meio do nada milhares de pessoas percorreram kilómetros no areal atrás do rei Kelly Slater"(3), sabia-se que o heat dele estava perto, a todo o momento poderia ser visto a correr para as ondas.
(1)"pico" lugar onde a onda quebra
(2)"secret spot" os surfistas cultivam a ilusão de serem os únicos a conhecer certas ondas.
(3)"Kelly Slater" em 20 anos 9 vezes campeão do mundo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Foi por estas bandas perto do pico da mota que a "Amarela" antes de recolher para a passagem do inverno, armou a tenda que trás sobre o tecto, ao lado de um hotel de luxo, paredes meias com umas barracas!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Estava-mos em finais de Outubro, este foi o primeiro dia em que o inverno mostrava um pouco da sua (des)graça, se nessa altura soubesse que as trevas não iriam dar tréguas até Abril tinha emigrado!
O circo do campeonato do mundo esteve montado em dois palcos, nos Super tubos e aqui no Baleal, no dia anterior o mar tinha feito das suas e deu um valente prejuízo à feira montada nos Super. Valeu o palco do Baleal que se manteve de pé.
O mar parece não gostar destas estruturas armadas, eu também não, são feias já era tempo de se montarem coisas com menos ar de "metalomarquises" no melhor estilo Agualva-Cacém à beira mar plantadas indiferentes há natural beleza dos lugares.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

No espaço de uma geração (a minha) marcas completamente artesanais, locais, para não falar "de bairro" tornaram-se gigantes mundiais com enorme peso na bolsa internacional, não sabemos se foram na esteira daquele que foi o desporto que mais cresceu no século que findou, ou se elas mesmo é que proporcionaram esse crescimento.
Marcas essas ligadas directamente ao surf, para não falar de outras, essas sim aproveitando e cavalgando a enorme "boa onda" deixada pela esteira que o surf ligado há imagem de evasão liberdade cor e juventude vai arrastando.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O cimo desta pequena duna foi o ponto estratégico para se montar toda a artilharia pesada que fizeram as melhores fotos do dia em que o Rei se bateu com um australiano.
O surf é também uma grande encenação com todo o cenário do espectáculo perfeitamente montado.
Num instante a praia virou uma enorme plateia, onde neste espectáculo grande parte dos espectadores são também actores. Enquanto assistem ao espectáculo esperam que toque a corneta que fecha o ultimo heat para então passarem também a actuar no enorme palco azul que têm pela frente.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O surf é uma experiência, uma expressão, uma actividade, uma performance, uma sensação, uma espiritualidade, enfim, qualquer coisa que nos agarra às vezes desde muito cedo e de uma forma permanente e inexplicável nos move, molda, muda e direcciona a nossa vida.
Mas é também de alguma maneira redutora, como modalidade desportiva, com avaliações numéricas, "rankings", marcas, federações, circuitos, atletas e heróis que viraram mitos, que o surf tanto cresceu e se tornou popular ao ponto de juntar aqui durante o Campeonato do Mundo em Peniche, neste dia no "pico da mota" nos "Belgas" algures entre o Baleal e o Bom Sucesso, numa terra do nunca e de ninguém algumas milhares de pessoas para ver o "heat" daquele que não deixa dúvidas ser o maior surfista de todos os tempos.
O Rei Kelly Slater de licra vermelha vinha aqui perder para o australiano (Owen Wright) de licra amarela.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Este ano as aulas de Ilustração Científica dos cursos do CET na ESAD nas Caldas da Rainha correram ainda melhor, os alunos foram altamente participativos, todas as semanas muita coisa passou por aquelas mesas. houve quem trouxesse cogumelos com as mais diversas cores e feitios e níveis de toxidade, crâneos de cabras e coelhos, fichers campeões nacionais que se mantinham imobilizados à voz do dono e muito mais...
Houve quem trouxesse texugos!
As aulas de ilustração científica são feitas à unha!
Os computadores são arredados para darem lugar aos bichos embalsamados, e para que as folhas de desenho se possam espraiar.