sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Exército vermelho!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Já não ia à feira do livro há mais de 5 ou 6 anos, no ano passado dei lá um salto rápido, não comprei nada mas fiz um desenhinho a pedido do Mestre Eduardo que acabou por sair em conjunto com outros "desenhadores de banca" na revista Ler do mês seguinte.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Lá voltam os desenhos às voltas do quartel ferroviário!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Desenhar de pé na feira da ladra é sempre um exercício que repito todos os anos com os alunos.
Há sempre quem se meta na frente, quem desapareça, quem se aproxime ou se afaste, mas antes, temos a quinquilharia que não sai do lugar.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O comboio continua a ser o "quartel general" destas postagens, por mais voltas que dê vou sempre ali parar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Alunas empalhadas, concentradas, bem comportadas, desenham natureza embalsamada, concentrada, morta, bem comportada.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Naquele larguinho que é um mimo já postado aí a trás, quando os jacarandás estão em flor a luz violeta é tão intensa que desbota toda a parede.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

" O Regional" provavelmente o restaurante mais antigo em funcionamento na baixa lisboeta, também ele não resistiu à modernice da decoração massificada.
O mármore das paredes, as velhas madeiras os espelhos gastos e as cadeiras sólidas, deram lugar aos abajures e às madeiras prensadas do mais moderno estilo IKEA. Vá lá, valha-nos a posta de bacalhau com grão para manter a tradição.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Os mesmos que em meados de Outubro espalham o primeiros cheiros outonais a castanhas assadas , são os que a seguir vendem sombrinhas, borda dáguas, barretes de pai natal e por fim das trevas um punhado de primavera.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Deixo sempre para o ultimo dia a visita às grandes exposições, o que resulta em grandes filas de espera, que resultam também em desenhos sem grande resultado mas ainda assim ilustrativos do tempo passado, o suficiente para que, também ali à boca da exposição de Darwin se comprovasse a teoria da evolução da espécie!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Se for terça feira e houver sol então é feira da ladra com os alunos!
Feira de tudo e mais alguma coisa, mas também de contrastes, entre a monumentalidade
do Panteão e o improviso das barracas.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A mesa azul, a caixa térmica, e a prancha azul só vieram reforçar um pouco mais o azul deste lugar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Já se começa a ver a luz ao fundo do túnel, nada mais certo que depois da tempestade a bonança, o solinho de hoje já não engana, não tarda aí e a relvinha da Ribeira da Azenha vai estar de gala para receber outra vez a carrinha amarela, abrir a época, levantar o tecto, abrir a porta de correr, correr na vazante, soltar o cão e...
... e poder deitar na areia ler um livrinho ou fazer um desenhinho após um surfinho com os amigos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Este larguinho é um mimo! Fica por ali entre a Sé e o Caldas. Costumo ir para lá desenhar com os alunos, em Maio os Jacarandás projectam uma luz incrível sobre esta parede, mas desta vez a vedeta foi a vespa.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sol e sombra no comboio.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Depois dos dias que passei aqui fiquei com enorme curiosidade de conhecer melhor o Ribatejo aqui tão perto.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Se numa quinta houver gansos são eles que tomam conta, como sentinelas sempre atentas. Fiquei um pouco ali a observar para ver se conseguia apanhar algum (no desenho claro). Nos seus movimento entre o dentro e fora do quarto mostraram bem quem é que ali mandava, havia sempre um macho que levantava mais o peito aproximava-se com cara de poucos amigos, não fosse eu dar mais um passo em frente. Os outros seguiam-no como um exército que cobre a retaguarda.
No quarto ao lado das sentinelas estavam os porcos sempre sociáveis. Estes são vietnamitas, uma raça invulgar em Portugal, acho que só os tinha visto no "Apocalyps Now"!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A Quinta da Marchanta perto do Cartaxo é um turismo Rural, mesmo quinta, mesmo rural!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sobre a lezíria por cima destas torres controlava-se quem trabalhava e quem andava na ronha!
Na minha sala de aula também costumo subir para cima de um banco!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sabemos que uma moda é sempre qualquer coisa que irá deixar de ser. Já conheci varias modas de cães, quando era pequeno os cães ou eram rafeiros ou se tinham raça eram inevitavelmente Pastores Alemães, daí que embora morra de amores pelo meu Basset, para mim o pastor alemão continua a ser o cão.
Depois houve uma moda de Dobremans, seguida de Rottwailers, depois vieram Labradores agora estão aí os Jack Russel Terriers. Não tenho nada contra as modas de cães, são todos lindos, fico é sempre um pouco apreensivo quando olho para donos particularmente sensíveis aos fenómenos das modas caninas, se a moda durar menos que o tempo de vida do cão o que é que eles fazem aos cães?
Mergulho forçado numa aberta de sol num tempo improvável de junho. Quinta da Marchanda, Ribatejo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Depois do kilómetro da Valada recta onde se realizaram as primeiras provas automobilísticas em Portugal, vira-se à esquerda na direcção do rio Tejo e chega-se por uma estrada de terra à Palhota. Será aqui talvez onde se encontra o testemunho mais autêntico da forma de vida deixada pelos "ciganos do Tejo" como lhe chamou Alves Redol no seu romance "os Avieiros". Os Avieiros foram-se fixando por ali entre embarcações e as margens do rio, vieram da Praia de Vieira de Leiria junto à foz do Liz para fugir à precariedade da pesca de mar durante os difíceis meses de inverno. Sazonalmente migravam para o Tejo onde começaram por viver em barcos que construíram à semelhança dos barcos de proa levantada que usavam na Praia da Vieira mas aqui adaptados à dimensão da pesca de rio. Faziam a época do sável, da lampreia, da fataça e da enguia mas durante o verão regressavam à praia para a pesca de mar. Do início do séc XX até meados da década de setenta vieram a fixar-se de forma mais permanente nas margens do Tejo onde construíram também habitações precárias muito curiosas assentes em estacas também idênticas às construções de madeira que faziam na Praia da Vieira onde as estacas serviam para que a areia não cobrisse as habitações e aqui para que o nível das àguas pudesse subir e descer livremente.
Nos anos setenta a agricultura, mas sobretudo a emigração e a construção substituiram a principal actividade destas gentes que gradualmente foram deixando a pesca do rio que deixara de ser rentável. Estas pequenas comunidades entraram em declínio a maior parte das habitações ficaram ao abandono ou foram destruídas. Hoje existem ainda algumas genuínas e outras tantas para turista ver.
Dei a volta a pé pela única rua circundante da Palhota, após o almoço de um dia sombrio de junho havia carcaças de barcos de madeira podre debaixo das àrvores junto ao rio, havia também alguém a reparar um exemplar destes que ainda tinha recuperação, algumas famílias falavam em francês, vieram de férias verão reacender memórias e trouxeram os mais pequenos, netos e filhos que não chegaram a viver aquela realidade e para quem aquele lugar deve ser um outro planeta, um letreiro pintado em azul sobre um resto de um casco, por cima do ùnico tasco, avisava hoje há sável!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Ribatejo fica sempre de passagem, passa-nos ao lado talvez por ser demasiado perto, ou porque o destino para quem vive na grande Lisboa, ou é o norte, ou é o Sul. Quem vem do norte vem para a Lisboa ou vai para o Algarve. Quem vem do Sul ou fica em Lisboa ou vai para o Norte.
Também por ser uma zona plana é atravessado por grandes rectas, onde ninguém quer desperdiçar a oportunidade de acertar aqui as media horárias. Se nos desviarmos dos itinerários principais de passagem, vamos dar ao Tejo ou a qualquer terrinha à beira rio que volta e meia ouvimos falar quando há cheias no inverno e o mais provável é ainda ter de voltar para trás!
Mas é isso mesmo que vale a pena fazer, descobrir terrinhas daquelas que se tem de voltar para trás!
E o Ribatejo aqui tão perto, lindíssimo!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A minha filha para estar à mesa com os "crescidos" senta-se em 3 cadeiras!...
Eu agora dava tudo para me sentar só nesta cadeira, rodar o botão para os 30º e afastar a cortina de nuvens para bem longe daqui.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Nos feriados de Junho passado estava um calor tal difícil nesta altura de conceber, as gentes de Belver e dos arredores desceram à praia do Alamal no rio Tejo para se refrescarem nem que fosse da cintura para baixo.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Belver a não perder!
Há terras que vão ficando no mapa sem se dar por elas, mas quando se dá, são de repetir. Voltei lá no calor dos feriados de Junho.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Já não era sem tempo, ano novo caderno novo, ou pelo menos requentado!
Sabe bem agora folhear as paginas do começo do verão do ano passado e beber um capilé ali no quiosque do Camões.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Portugal não é um país tão pequeno como parece!
Basta-nos para isso optar pelas velhas estradas que ainda passam pelos centros das terras que antigamente serviam também para marcar as viagens por etapas,
parar para desentorpecer as pernas e arrefecer os motores.
Acordei cedo em Chaves e resolvi seguir pela N2 até acabarem os marcos da estrada.
Cheguei 4 dias depois ao Km 737, a escassos metros da placa que marca o limite urbano da cidade de Faro.
“Fiz-me” à estrada” para atravessar Portugal pela N2 numa velha carrinha VW do tempo em que não havia alternativas ao itinerário para quem fosse de Chaves para Faro. Assim não destoava na paisagem nem nos desenhos que fiz pelo caminho!
A N2 segue de norte a sul pelo eixo longitudinal de Portugal, pela sua equidistância foi em tempos, muito antes de ser estrada nacional e de haver automóveis um eixo importante de defesa e de desenvolvimento económico.
Hoje é uma estrada esquecida, cheguei a percorrer dezenas de kilómetros sem me cruzar com ninguém, algumas barragens e vias rápidas atravessaram-se pelo velho caminho, hoje com o dedo no mapa dificilmente conseguimos acompanhar
a totalidade do o seu percurso.
A estrada encontra sempre vias alternativas aos grandes desníveis, caminhando pelos vales e meias encostas, provavelmente para poupar as mulas e os cavalos na era pré automóvel e que agora deram muito jeito aos escassos cavalos do motor da carrinha.
Sendo pequeno, Portugal não será talvez um país que convide a grandes travessias, pelo percurso da N2 pude experimentar um pouco dessa sensação, da melhor forma, devagar numa “pão de forma”.

Ver o filme da primeira parte da viagem Chaves-Viseu no "i" on line aqui!
Os caminhos que fariam a união das várias regiões do País de norte a sul, pelo seu eixo equidistante entre a fronteira e o mar, terão sido pensados e concretizados durante a segunda metade do séc XIX por Fontes Pereira de Melo, e no século seguinte durante a década de 30 já na era do automóvel pavimentados durante as grandes campanhas de obras públicas realizadas enquanto o Engenheiro Duarte Pacheco foi ministro. Assim foi feita a Nacional 2, estrada com alguma aura mítica talvez por isso mesmo e por ligar Trás-os-Montes ao Algarve. Por ela temos a sensação de voltar a um Portugal imenso, a noção real da riqueza da diversidade paisagística e uma verdadeira sensação de travessia mesmo num país tão pequeno. A N2 poderia ser agora uma rota turística para uma semana de férias, mas não é!
Esta foi a nave que me levou a mim e ao meu navegador Buggy a atravessar durante Portugal durante 4 dias aproveitados ao minuto, sem sair da mais mítica estrada do país, a Nacional 2.
A viagem começa aqui, estaciono a carrinha à noite no parque do Hotel termal em Chaves perto do rio, junto à bica termal pública onde a àgua vem da terra a 70º. De manhã bem cedo fiz um chá instantâneo partilho esta bica medicinal com um senhor que há noite tinha abusado do fígado. A viajem começa assim um chá em Chaves em loiça de esmalte.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Chaves é uma cidade com a escala natural do homem, é por isso que nos sentimos bem quando ali damos uma volta a pé. A estrutura do centro histórico continua intacta com todo o comércio e serviços a funcionar, tudo à distancia de dois passos entre o cá e o lá da ponte romana. Magnífico!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Fazia questão absoluta de sair de Chaves pela mais extensa estrada de Portugal que me levaria a atravessar o país todo de lés a lés até Faro, partindo exactamente e de forma emblemática junto ao marco do kilómetro 0, onde tencionava fazer o primeiro desenho "oficial" do caminho.
A coisa começou logo por não correr bem, perdi cerca de uma hora a pé à procura do marco, perguntei a varias pessoas que me desaconselharam a ir por lá, diziam que pela N2 já não vai ninguém, mostravam-me isso sim de forma orgulhosa e convicta os acessos às novas auto estradas mas à cerca do marco nada! Até que me disseram para perguntar ao Engenheiro de uma obra de saneamento porque parecia que alguém teria visto por aí o marco junto do entulho.
Assim foi, o marco mais marcante de todos, aquele que marca o zero e que me daria o tiro da partida para um itinerário que só acabaria na outra ponta de Portugal estava caído como uma pedra tumular junto de escombros e de cadáveres de outras obras, premeditando que, tal como esse sinal de partida o que se seguisse daí para a frente seria por certo uma viagem por um caminho esquecido.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Ao kilómetro 10 uma placa desbotada pelo tempo não só nos indica o limite urbano de Vidago, como agora parece ser também um sinal nostálgico do "glamour" que esta vila conheceu sobretudo na primeira metade do séc.XX. Tinha um curiosidade acrescida de visitar Vidago, sempre fui um apreciador destas àguas, mas a sensação de desolação senti-a logo assim que cheguei. Vidago desespera na espera que sejam concluídas as tão prometidas obras da sua grande catedral turística, o Palace Hotel que devia ter ficado pronto há dois anos.
Ir às termas é hoje coisa do passado, facilmente associamos essa palavra aos velhos ou aos doentes. Aquilo que foi a principal motivação turística do princípio do turismo no mundo, já não vende, o Hotel Palace de Vidago terá também ele de se reconverter num SPA.
Por vezes basta mudar o nome!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"O texas" como lhe chamavam as gentes da região fez quase sempre a ligação entre Chaves e Vila Real. Em 1910 quando este troço foi inaugurado até 1978 altura em que a automotora a diesel o substitui, foi sempre o velho vapor que ia espalhando fumassa pelo mesmo vale por onde passa a N2, que fazia todo serviço dos aquistas que aqui desciam das carruagens para as termas.
A automotora a Diesel ainda por ali parou até 1990, altura desde a qual a terra parece ter também parado.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Hotel Salus mais tarde chamado hotel do Golf foi em 1918 a segunda grande construção hoteleira a ser construída em Vidago depois do Palace. Dois grandes testemunhos da prosperidade que o turismo termal conheceu em Vidago durante a primeira metade do séc. XX. A ruína em que se encontra não é de agora, o hotel fechou há 50 anos. Parei a carrinha num antigo acesso que o mato entretanto cobriu, aproximei-me a pé até à monumental porta de entrada, os plátanos que circundam o hotel cresceram tanto que toda a fachada fica agora debaixo dos seus ramos, o vento assobiava entre as folhas e quando estava prestes a entrar no grande hall levantaram-se pássaros, que voaram assustados pelas janelas fora, tal como nas séries dos Pequenos Vagabundos ou nas Histórias dos Cinco.