sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Seja como for, assim tornam-se presas fáceis, mesmo tão perto estava seguro que a senhora não ia reagir.
Mas não fosse a senhora sentir-se mal, pelo sim pelo não desenho só a mala, o resto é que é o acessório.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Puxei por esta desgraça de galões e subi as escadas que davam acesso ao clube de Sargentos no último andar de um prédio antigo da Rua de Alfama junto à paragem do eléctrico.
Entrei todo emproado tal como me lembro em tempos ter andado na parada, passo decidido como se fosse da casa, não olhei muito em volta não fossem desconfiar não ser sargento e muito menos, não pertencer ao clube.
Senti-me observado como quem é o alvo duma repreensão pela falta de atavio numa revista às tropas, olharam-me dos pés à cabeça mas fui bem atendido e melhor servido.
Num clube de sargentos dificilmente se comeria mal, a posta de bacalhau assada na brasa era alta espessa, saía às lascas no meio de batatinhas a murro, alho esmagado e muito azeite, o café é na salinha ao lado junto de troféus e galhardetes, ou então na varandinha com vista para alfama.
Afinal o clube é aberto a pessoas como eu sem patente, mas tal como em todos os clubes aos quais não se pertence, somos sempre estranhos.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Agora é que foi mesmo! O começo de Outubro marca definitivamente o mudar de página no calendário lectivo. Nunca consegui resolver bem a ideia das férias grandes se irem encurtando com a suposta maturidade. Todos os anos passo pela angústia de deixar a casa da Ericeira agora que acabaram as nortadas, o mar aqueceu, se instalou o "glass"* e as ondas chegam mais perfeitas e mais consistentes.
Pronto! Agora é que foi mesmo o Ar.Co começou e CIEAM na Fac. de Belas Artes também, regresso ao ritmo urbano com o enorme privilégio de continuar com belas vistas seja na sala da colina nascente seja na sala da colina poente.
*"glass" situação delicadamente frágil em que se encontra a superfície do mar enquanto não sopra a mais pequena aragem, produzindo um espécie de película viscosa aquecida na fina camada superficial que é pulverizada por estrelinhas encandescentes, reflexos de luz cintilante provocada pela incidência dos raios solares sobre um determinado ângulo.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
A coisa suava a "fraquinho", faltava lá o Cabeleira, o Kalu, o Guy e o Zé Pedro para dar aquela grande "malha" que durante 30 anos tanto ajudou a crescer a geração anterior à minha, à minha, à seguinte, à que veio depois e à que está para vir!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
As postagens que se seguem são de rotinas passadas que ainda nem retomaram.
Muito Obrigado por todos os comentários que foram deixando.
domingo, 2 de agosto de 2009
Pelo canto do olho vamos controlando o adversário, a tesoura parece imbatível, leva algum avanço sobre o meu pincel. Se algo correr mal de parte a parte vou ser sempre o mais lesado. Há que ser rápido, mas não posso perder a concentração.
As tesouradas parecem mais confiantes e certeiras do que as pinceladas. O Sr. Delgado não me quer facilitar a vida, roda em torno do trono com uma rapidez que não o alcanço. Na recta final dei tudo por tudo para que no fim de me cortar o cabelo podessemos também cortar a meta juntos.
sábado, 1 de agosto de 2009
Era uma hora morta, depois do almoço é sempre assim, diz-se que cortar o cabelo de barriga cheia não é bom para a digestão. Talvez seja por isso que naquele estabelecimento respeitem a hora da sesta.
Fui o primeiro cliente da tarde, a seguir a mim não entrou mais ninguém, o Sr. Delgado puxou de uma cadeira antiga de assento largo e apoios para os braços, recostou-se como pode, deixou cair as pálpebras mas manteve-se atento não fosse perder algum cliente.
_Posso fazer um desenho de si?
_Não mudou a posição mas esforçou-se agora por segurar os olhos abertos.
No fim pediu se podia ficar com uma fotocópia do desenho.
Quis fazer isso quanto antes, já estou a precisar de cortar o cabelo outra vez, talvez o Sr. Delgado até já nem se lembre do prometido. Receio a morte anunciada, que quando voltar de férias e desenho na mão a barbearia Campos possa não estar mais aberta.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
O prédio junto à Brasileira, parece que já foi comprado por uma empresa mobiliaria italiana, o Sr. Delgado (peço desculpa chamei-lhe Magalhães na postagem anterior) já só está à espera do dia em que chegue o senhorio para lhe pedir as chaves definitivamente.
Provavelmente para os italianos transformarem o espaço em mais um do que quer que venha a ser, certamente ultra "clinic design"!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
As cadeiras são enormes, quando subimos para elas o ego sobe também, os pés descansam num enorme estribo tal como numa "Harley" com selim de couro e tudo!
Pelo jogo de espelhos o senhor Magalhães controla se tudo está operacional.
É ele que a seguir me vai cortar o cabelo.
-" Já me ofereceram muito por isso que tenho aí mas eu não vendo!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Aquela recta da (EN)259 era paragem obrigatória de qualquer família na ida ou na vinda de férias do Algarve.
Sabia-mos que na altura de desentropecer as pernas, estávamos sensivelmente a meio caminho.
Lembro-me das advertências e dos cuidados para atravessar a estrada. Quem não parava, passava a todo o gás, os camiões faziam uma deslocação de ar que quase nos arrancava os sapatos do passeio e ouvia-se o silvo das grelhas dos automóveis
a cortarem o vento. Muitas famílias perderam aí a vida, na ânsia de um Cozido à Portuguesa ou de um barquinho de pinhões.
Em meados dos anos 90, com a finalização do ultimo troço da (A)2, o Canal Caveira morreu, chegou a parecer uma cidade fantasma dos filmes de cowboys ou a recta da meta de um autódromo abandonado.
Hoje paradoxalmente graças à crise parece reanimar. Algumas famílias para fugir à portagem regressaram à 259. Eu fiz o mesmo, as portagens são um roubo, além disso este modelo 1600 que saíu em 1970 das linhas de montagem do Batista Russo em Vendas Novas, está muito mais habituado a qualquer (EN) do que a uma (A) ou (IP).
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A dificuldade está em perder o respeito ao papel e arrancar com um desenho sem poder arrancar o papel!
Os cantos reforçados a verde determinaram que este viria a ser um caderno de campo e não um diário gráfico!
Assim foi, o caderno foi começado e acabado numa só semana de grande intensidade de desenhos durante a expedição ao Parque Natural da Ria Formosa para a qual fui convidado a integrar com o Grupo do Risco orientado pelo ilustrador científico Pedro Salgado.
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