quinta-feira, 10 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
As postagens que se seguem são de rotinas passadas que ainda nem retomaram.
Muito Obrigado por todos os comentários que foram deixando.
domingo, 2 de agosto de 2009
Pelo canto do olho vamos controlando o adversário, a tesoura parece imbatível, leva algum avanço sobre o meu pincel. Se algo correr mal de parte a parte vou ser sempre o mais lesado. Há que ser rápido, mas não posso perder a concentração.
As tesouradas parecem mais confiantes e certeiras do que as pinceladas. O Sr. Delgado não me quer facilitar a vida, roda em torno do trono com uma rapidez que não o alcanço. Na recta final dei tudo por tudo para que no fim de me cortar o cabelo podessemos também cortar a meta juntos.
sábado, 1 de agosto de 2009
Era uma hora morta, depois do almoço é sempre assim, diz-se que cortar o cabelo de barriga cheia não é bom para a digestão. Talvez seja por isso que naquele estabelecimento respeitem a hora da sesta.
Fui o primeiro cliente da tarde, a seguir a mim não entrou mais ninguém, o Sr. Delgado puxou de uma cadeira antiga de assento largo e apoios para os braços, recostou-se como pode, deixou cair as pálpebras mas manteve-se atento não fosse perder algum cliente.
_Posso fazer um desenho de si?
_Não mudou a posição mas esforçou-se agora por segurar os olhos abertos.
No fim pediu se podia ficar com uma fotocópia do desenho.
Quis fazer isso quanto antes, já estou a precisar de cortar o cabelo outra vez, talvez o Sr. Delgado até já nem se lembre do prometido. Receio a morte anunciada, que quando voltar de férias e desenho na mão a barbearia Campos possa não estar mais aberta.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
O prédio junto à Brasileira, parece que já foi comprado por uma empresa mobiliaria italiana, o Sr. Delgado (peço desculpa chamei-lhe Magalhães na postagem anterior) já só está à espera do dia em que chegue o senhorio para lhe pedir as chaves definitivamente.
Provavelmente para os italianos transformarem o espaço em mais um do que quer que venha a ser, certamente ultra "clinic design"!
quinta-feira, 30 de julho de 2009
As cadeiras são enormes, quando subimos para elas o ego sobe também, os pés descansam num enorme estribo tal como numa "Harley" com selim de couro e tudo!
Pelo jogo de espelhos o senhor Magalhães controla se tudo está operacional.
É ele que a seguir me vai cortar o cabelo.
-" Já me ofereceram muito por isso que tenho aí mas eu não vendo!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Aquela recta da (EN)259 era paragem obrigatória de qualquer família na ida ou na vinda de férias do Algarve.
Sabia-mos que na altura de desentropecer as pernas, estávamos sensivelmente a meio caminho.
Lembro-me das advertências e dos cuidados para atravessar a estrada. Quem não parava, passava a todo o gás, os camiões faziam uma deslocação de ar que quase nos arrancava os sapatos do passeio e ouvia-se o silvo das grelhas dos automóveis
a cortarem o vento. Muitas famílias perderam aí a vida, na ânsia de um Cozido à Portuguesa ou de um barquinho de pinhões.
Em meados dos anos 90, com a finalização do ultimo troço da (A)2, o Canal Caveira morreu, chegou a parecer uma cidade fantasma dos filmes de cowboys ou a recta da meta de um autódromo abandonado.
Hoje paradoxalmente graças à crise parece reanimar. Algumas famílias para fugir à portagem regressaram à 259. Eu fiz o mesmo, as portagens são um roubo, além disso este modelo 1600 que saíu em 1970 das linhas de montagem do Batista Russo em Vendas Novas, está muito mais habituado a qualquer (EN) do que a uma (A) ou (IP).
quarta-feira, 1 de julho de 2009
A dificuldade está em perder o respeito ao papel e arrancar com um desenho sem poder arrancar o papel!
Os cantos reforçados a verde determinaram que este viria a ser um caderno de campo e não um diário gráfico!
Assim foi, o caderno foi começado e acabado numa só semana de grande intensidade de desenhos durante a expedição ao Parque Natural da Ria Formosa para a qual fui convidado a integrar com o Grupo do Risco orientado pelo ilustrador científico Pedro Salgado.
terça-feira, 30 de junho de 2009
"Renaultis quatrum" são já raros os exemplares que restam de uma população outrora muito numerosa que se espalhava pelo país inteiro. Sendo uma espécie originária de França, foi em Portugal que se registou o nascimento do ultimo exemplar que conhecemos no mundo inteiro.Pela sua versatilidade, desempenho, economia e fiabilidade, para além das qualidades todo terreno, os parques Naturais Portugueses adoptaram-no durante muitos anos como "animal para toda a obra"!
Depois de outro grande jantar, não me lembro qual o chefe responsável dessa noite, quando o corpo pedia descanso, vejo que todos se equipam com lanternas de elástico à cabeça.Não podia ser, este grupo não tem juízo!
São 2h da manhã e querem apanhar rãs!
O certo é que também acabei por assistir à performance do Marco que entrava dentro dos charcos e com a rapidez, de um golpe que inveja o mais rápido dos felinos, apanhava rãs.
Trouxemos rãs para todos, ninguém se deitou antes das 4h da manhã para tentar captar alguns poucos momentos de quietude destes seres.
Era aqui de onde partiam e chegavam a toda hora os exploradores equipados com os caderninhos e alguns meios riscadores. Geralmente saíamos sozinhos ou em pequenos grupos que rapidamente se dispersavam nunca sabia-mos muito bem a que horas se regressava, dependia da "caça", mas havia a hora sagrada do jantar, sentar à mesa para apreciar a especialidade do dia, sempre da responsabilidade de "chefes" diferentes.Teria sido pedir demais se os desenhos tivessem ficado tão bem quanto os jantares.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
É no tempo de um desenho que os animais se aproximam! Já muitos passamos por esta frustração que é desenhar animais em movimento. O segredo está em deixarmos o nosso tempo e entrar num outro fuso horário. Há uma altura que são os animais perante a nossa permanência quieta e inofensiva, que se aproximam. Ouvi uns barulhos vindo das ervas próximas, quando olhei vi este cágado curioso, vir ao meu encontro para ver o que eu estava ali a fazer.
Deixei imediatamente o desenho anterior e o modelo passou a ser o cágado.
Estava-mos a ficar frustrados, em terra de camaleões nem um para amostra! Foi preciso contratar um miúdo expert em detectar essa espécie para termos algum sucesso!Ao fim de algumas horas de busca o miúdo gritou está aqui um! Corremos para o local, o rapaz teve o cuidado de não o apanhar até que todos o visse-mos ver no habitat.
Como era possível, o camaleão a menos de um metro num arbusto é praticamente invisível!
Em miúdo tinha pavor de osgas, dizia a minha vizinha que tinha uma casinha para arrecadações para não irmos lá por causa das osgas serem "pessenhentas"! Claro que isto fica obviamente gravado, e mesmo em adulto continuo a não conviver facilmente com elas.
Esta semana de campo fez-me bem, aproximei-me do bicho desenhei e até gostei!
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