terça-feira, 26 de maio de 2009

Na altura deste desenho a turma era mais "bombante"!
Tudo tem as suas alturas, agora parecem apenas querer cumprir calendário.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Quem se aventurar pela Mouraria a cima direito à Costa do Castelo como quem vai para a Graça, de certo que passa por ali.
Fica num sinuoso entroncar de caminhos desnivelados, onde de um pequeno pátio conseguimos ver a parte de cima do 28, quando inicia a descida ao Martim Moniz.
Os turistas inevitavelmente acabam por lá caír, o pátio fica na rota da voltinha do Castelo, inevitavelmente os pratos têm a falta de qualidade a condizer com as circunstancias do roteiro, mas salva-se tudo o resto.
Este grupo de turistas franceses nem dá pelo tesouro do som ambiente que nos faz viajar no tempo, por cima de uns artigos expostos para consumo da casa está um pequeno rádio de baixa fidelidade sintonizado em onda média. O som abafado parece vir lá mesmo do fundo.
Enquanto almoçava por ali passaram a Hermínia, o Max e a Rosinha dos limões, o Toni de Matos a Dona Amália, o Marceneiro
e a Tonicha, há quanto tempo!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O desfasamento temporal das minhas "postagens" são de tal modo que o Cais das Colunas que tinha regressado ao Terreiro do Paço no dia que fiz este desenho já não estão lá outra vez! Devem ser um estorvo às obras, e como as obras ali nunca param por muito tempo temos sempre assegurado este vai e vai do Cais das Colunas.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Nas vezes que volto já de noite as janelas do comboio servem de pano de fundo negro, tal como no teatro fazem ressaltar as personagens em cena.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Às vezes os desenhos salvam-se com a ajuda do que repassou de páginas anteriores!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Os meus alunos do costume mas agora em versão azul e vermelho.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A senhora lá do fundo que mal se vê no desenho dizia em voz alta:

Você pensa que eu não vi, mas eu vi muito bem que você me esteve a desenhar!
Sim e não foi só a mim, foi a mim àquele senhor do chapéu, foi esta senhora, foi este senhor aqui, que eu também vi, olhe que eu também sou artista e sei muito bem como é que é?
Quer que eu chame a polícia!...

_Até aqui ainda não tinha percebido se a senhora achava piada aos desenhos ou não, quando falou que era artista... pensei que tinha uma admiradora, mas quando disse que chamava a polícia...

_ Você não sabe que o que está a fazer é proibido! Eu posso lhe pôr um processo! Sabia disso? Ora diga lá como se chama?

_Procurei não dar ouvidos enquanto as cabeças dos passageiros que estavam de costas procuravam afinal quem era o fora da lei?

_ Sim você aí, foi esse senhor, desenhou-nos a todos!!!

Depois de ter sido identificado, repostei...
_ Oh, oh minha senhora não esteja a ser ridícula, eu posso desenhar onde me apetecer!

Nesse momento a senhora sentiu necessidade de organizar o seu exército, e em tom de campanha começou sem grande sucesso a tentar encontrar adeptos à sua causa, dirigindo olhares de convicção às pessoas que se sentavam por perto, até que o passageiro à sua frente se vira para trás e num bom tom de voz desarmou a senhora...

_ OH! MINHA SENHORA FALE POR SI!.. Não esteja a olhar para mim... fale por si!

A senhora meteu a viola no saco, saiu de "fininho" na estação antes da minha e quando passou por mim ainda sussurrou...
Eu sei muito bem... eu também sou artista!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Às vezes quando as pessoas chegam, já o desenho da carruagem está feito! Depois é só ocupar os lugares com vermelho.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fazia exactamente 30 anos que não passava ali.
Tinha então 12 anos quando passei umas mini férias num aldeamento que ficava algures no meio de um campo de amendoeiras e alfarrobeiras a poucos kilometros da Falésia.
Lembro-me ter sido entre essas alfarrobeiras e os pinheiros que se abeiravam da Falésia, que dei o meu primeiro de um dos poucos galopes a cavalo. Nunca mais esqueço a sensação de planar sobre uma sela na corrida que fizemos até à praia.
A Aldeia das Açoteias tinha um centro de congressos com uma torre de arquitectura estranha, que se erguia sobre as copas dos pinheiros mansos e que me parecia maior que uma catedral.
Foi difícil encontrar a entrada desse aldeamento, a torre do centro de congressos hoje deixado ao abandono parece agora do tamanho da casota de um cão, cresceram paredes e varandas de betão, esconderam as açoteias, não pouparam nem figueiras, nem alfarrobeiras, restam alguns pinheiros que compõem e dão um nome pomposo, agora em inglês a mais um novo aldeamento da moda, numa lógica de sucessão de "garimpeiro" que ao esgotar um filão escava um pouco mais ao lado e assim sucessivamente até à chegar à Falésia.
Estes meninos jogavam a nova versão do Monopólio já sem notas de banco mas com "credit cards", estão agora muito mais próximos do dinheiro virtual. Sinais dos tempos em "Pine Clifs".

quinta-feira, 30 de abril de 2009

RGB Red, Green and Blue na praia!
RGB "Red Green and Blue no comboio também

domingo, 26 de abril de 2009

Se sobra folha do caderno, desenho o desenho do desenho, se sobra tempo na viagem continuo infinitamente o desenho do desenho do desenho do desenho...até ao Cais do Sodré!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Nos regressos mais tardios a "fauna" noctívaga assume uma postura bem diferente da da manhã.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Lisboa tem destas coisas , poder sentar, almoçar, prato do dia por 7 euros numa das principais artérias, com vistas magníficas, e tempo de almoço que chegue para um ou dois desenhos.

domingo, 19 de abril de 2009

Curiosamente não é na ida com a luz da manhã que as pessoas olham mais para a janela, é na volta no escuro da noite que olham para si mesmas ou para outros sem serem vistas.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Sessão fotográfica para a edição de fevereiro da revista Surf Portugal conduzida pelo olhar de ave rapina de Francisco Rivotti. Desenhos no local "encenados para a cena" numa manhã gélida em janeiro.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Abro um parênteses para introduzir um desenho que não pertence ao livro que tenho vindo a apresentar, feito no passado fim de semana em Monsaraz para anunciar aqui o que por lá se vai passar no próximo dia 2 de Maio.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Todos os que vivem ou viveram a linha conhecem bem a personagem que na adolescência tanto fintámos, fugimos ou nos borrámos de medo,
o "picas" agora também eles em sérios riscos de extinção!
Serão os próximos a passarem à dispensa, os novos controladores /congestionadores electrónicos já lá estão para não deixar dúvidas, tantos quanto o número de desempregados que vão gerar!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

As viagens cá e lá de comboio continuam a ser a melhor sala de treino de modelo à borla variada e permanente.

domingo, 5 de abril de 2009

No Museu de São Roque.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Esta é a vista que raramente tenho quando vou com tempo!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Esta é uma das vistas quase diárias quando subo a linha do 28. Do Cais do Sodré ao Castelo são 20 minutos a pé, no passo de quem já vai atrasado!

terça-feira, 31 de março de 2009

Ultimamente as idas e voltas andam mais coloridas!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Engenhos, locomotivas ou máquinas impossíveis, parecem que a todo o momento podem largar uma baforada de fumo e sair dali a quatro tempos.
Mas não! São modelos imobilizados feitos com restos de peças de ferro e madeira de uma antiga fábrica de moldes que quando fechou, ali deixou parte do seu espólio sem sonhar o jeito que viria a dar.

sábado, 28 de março de 2009

O Louro não se vê mas ouve-se a caneta a riscar rápido enquanto testava as potencialidades de um novo material que conduzia com a destreza de um piloto ultra experimentado, à esquerda Salavisa não resiste ao fernezim gráfico que se apoderou daquela mesa e à direita o mais "doentinho" de todos cadernistas, Richard Câmara directamente de Madrid para o "sinal verde" no Bairro Alto.

sábado, 21 de março de 2009

Segundo Rui Sousa Ilustrador mega viajado, e experimentado nesta coisa dos cadernos de viagem este é o clássico dos clássicos, o mais resistente mais lindo, que abre melhor a dupla página, eu concordo plenamente.
Nos princípio dos anos 80 houve uma campanha "salvemos o Línce da Serra da Malcata" nunca se soube muito bem se ainda havia linces nessa região durante essa campanha, agora sabe-se que já não há!
Mesmo assim nunca é tarde para lançarmos a campanha salvemos o caderninho da Papelaria Fernandes!
Há quem garanta que ainda existem mas há muito tempo que não são vistos.
Quem sabe não será este que aqui apresento o ultimo exemplar!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Os pombos da praça da Figueira partilham territórios com os skaters que neste dia de calor de um Setembro ainda tórrido não estavam lá.
Quem ali esteve, assim como noutras praças, colinas, miradouros, eléctricos, elevadores, e escadas rolantes foi uma pequena turma de aventureiros com espírito de sacrifício que aceitou percorrer durante uma semana Lisboa de colina a colina com os caderninhos na mão, com missões específicas de actuação, foi o workshop de diários gráficos que eu e o Richard Câmara fizemos no CIEAM da Faculdade de Belas Artes.
Experiência de desenhos compulsivos, com a disponibilidade de ver Lisboa como nunca vimos, foi fantástico!

segunda-feira, 9 de março de 2009

O guincho tem as suas épocas, mas quando acerta
é a praia rainha!

sexta-feira, 6 de março de 2009

5ª feira, 8 de Outubro, 9h da noite, kilómetros e kilómetros sem ninguém se cruzar na estrada, vilas apagadas, aldeias fantasma, ao fundo de uma recta escura uma luz branca, néon roxo armadilha de moscas, um restaurante cheio!
Mesmo só, espero por um lugar à mesa. Azenhas do mar não viria no mapa não fosse um restaurante.

terça-feira, 3 de março de 2009

Não há "reentrança" na costa vicentina que não tenha um porto manhoso que preserve toda a rasquice nacional herdada da era pré CEE. Restos de peixe mal amanhado, baldes de engodo ás moscas, grades de sagres vazias, cães pulguentos famintos, cheiro a xixi pelos becos, pescadores mal encarados cabanas de tábuas mal pregadas, redes de pesca armadilhadas, tratores ferrujentos, motorizadas abandonadas e lanchas com motores fora de bordo para lá de potentes!
No mínimo estranho...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O que é que move esta gente?
Correm para dentro de água gelada e ficam à espera de ondas que por vezes nem vêem?!
Nunca consegui explicar bem o fenómeno a ninguém, sei é que assim que arrumei os pincéis também corri lá para dentro!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um dos lugares mais bonitos do mundo!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O pós surf é por vezes melhor que o surf.
Ficar a ver as ondas dos amigos encostado à chapa quente que irradia da carrinha, tirar a areia dos pés enquanto espero que descongelem dedo a dedo, grão a grão, muito bom!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O pedro é um arquitecto "classicó-romântico"!
É rapaz para não ter chegado ainda à meia idade, mas parece ter vindo da era pré "autocad".
Do tempo em que os arquitectos eram muito mais do que projectistas de monitor à frente, andavam no terreno, conheciam os hábitos, a cultura, a génese local, as matérias primas da região, a escala adequada e as reais necessidades, desenhavam todos excelentemente, eram quase antropólogos, mais ou menos paisagistas e urbanistas e só no fim projectistas á mão levantada.
Conheci-o à 7 ou 8 anos, tinha nessa altura conseguido a proeza de pós final de curso ser admitido num dos mais conceituados gabinetes de arquitectura do país.
Mais ainda, a grande proeza de poucos meses depois se despedir para passar a servir à mesa num bar de praia com uma vista fabulosa para as ondas que rebentam perfeitas, mesmo sobre a esplanada.
Encontrei-o agora por acaso anos depois, num dia frio de outubro, nas falésias da Arrifana onde só estas almas por esta altura vagueiam.
Estaciona a "Maravilhosa" ao meu lado, são menos de dois metros de viatura vermelha da marca das vespas, tamanho suficiente para conseguir na diagonal sobre um colchão feito à medida, esticar as pernas durante a noite.
Less is more... o lema já não é novo, tem sido é esquecido, o Pedro segue-o em todas as vertentes.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Já por várias vezes que queria fixar esta recta nos meus livrinhos, mas nunca tive a coragem de cortar os 80Km/h de embalo que ela provoca à minha carrinha.
Desta vez não resisti, decidi parar para desenhar, não a recta mas o pinheiro que em contra luz faz um alto contraste com um inimitável verde florescente das copas redondas dos pinheiros mansos iluminados lá no fundo.
Fica neste sentido entre Bordeira e Carrapateira, vale a pena passar ali àquela hora e parar.
Houve quem também parasse em solidariedade.
_Precisa de ajuda?
Aconteceu alguma coisa?
Quer que chame um reboque?
_ Obrigado estou só a desenhar este pinheiro!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Aqui o sol quando nasce não é para todos!
É para quem lá pernoita, só quando ele já vai alto, é que todos chegam.
Tarde demais para se gozar do laranja intenso daquela rocha.
Tarde demais para se ver o azul que só aparece com o sol mesmo de frente.
Tarde demais para que a espuma fique para lá de branco.
Tarde demais para que todos os contrastes não se diluam.
Saudades de acordar ali assim.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009