quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O que é que move esta gente?
Correm para dentro de água gelada e ficam à espera de ondas que por vezes nem vêem?!
Nunca consegui explicar bem o fenómeno a ninguém, sei é que assim que arrumei os pincéis também corri lá para dentro!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Um dos lugares mais bonitos do mundo!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O pós surf é por vezes melhor que o surf.
Ficar a ver as ondas dos amigos encostado à chapa quente que irradia da carrinha, tirar a areia dos pés enquanto espero que descongelem dedo a dedo, grão a grão, muito bom!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O pedro é um arquitecto "classicó-romântico"!
É rapaz para não ter chegado ainda à meia idade, mas parece ter vindo da era pré "autocad".
Do tempo em que os arquitectos eram muito mais do que projectistas de monitor à frente, andavam no terreno, conheciam os hábitos, a cultura, a génese local, as matérias primas da região, a escala adequada e as reais necessidades, desenhavam todos excelentemente, eram quase antropólogos, mais ou menos paisagistas e urbanistas e só no fim projectistas á mão levantada.
Conheci-o à 7 ou 8 anos, tinha nessa altura conseguido a proeza de pós final de curso ser admitido num dos mais conceituados gabinetes de arquitectura do país.
Mais ainda, a grande proeza de poucos meses depois se despedir para passar a servir à mesa num bar de praia com uma vista fabulosa para as ondas que rebentam perfeitas, mesmo sobre a esplanada.
Encontrei-o agora por acaso anos depois, num dia frio de outubro, nas falésias da Arrifana onde só estas almas por esta altura vagueiam.
Estaciona a "Maravilhosa" ao meu lado, são menos de dois metros de viatura vermelha da marca das vespas, tamanho suficiente para conseguir na diagonal sobre um colchão feito à medida, esticar as pernas durante a noite.
Less is more... o lema já não é novo, tem sido é esquecido, o Pedro segue-o em todas as vertentes.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Já por várias vezes que queria fixar esta recta nos meus livrinhos, mas nunca tive a coragem de cortar os 80Km/h de embalo que ela provoca à minha carrinha.
Desta vez não resisti, decidi parar para desenhar, não a recta mas o pinheiro que em contra luz faz um alto contraste com um inimitável verde florescente das copas redondas dos pinheiros mansos iluminados lá no fundo.
Fica neste sentido entre Bordeira e Carrapateira, vale a pena passar ali àquela hora e parar.
Houve quem também parasse em solidariedade.
_Precisa de ajuda?
Aconteceu alguma coisa?
Quer que chame um reboque?
_ Obrigado estou só a desenhar este pinheiro!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Aqui o sol quando nasce não é para todos!
É para quem lá pernoita, só quando ele já vai alto, é que todos chegam.
Tarde demais para se gozar do laranja intenso daquela rocha.
Tarde demais para se ver o azul que só aparece com o sol mesmo de frente.
Tarde demais para que a espuma fique para lá de branco.
Tarde demais para que todos os contrastes não se diluam.
Saudades de acordar ali assim.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

"Chekar" também é surfar!
É chegar e surfar, sem passar por vestir o fato mijado, molhado, amarfanhado no alguidar na bagageira com areia.
É remar direitinho ao pico, sem levar com uma na cabeça.
É chegar e sentar na primeira fila do "line up" "dar a voltinha" a tudo e todos sem que ninguém fique de mau humor.
É apanhar a melhor do "set" e "dropar" atrasado.
É cravar os "rails" num "bottom turn" a olhar para o "lip", bater lá em cima e passar a sessão.
É atrasar e encaixar por a mão na parede para atrasar ainda mais.
É pisar á frente para sair de um "tubásso" alucinante que só eu vi de cá de fora.
É bombar para a frente para fazer um "round the house cut back", voltar a bater na espuma e...
repetir a cena toda outra vez, com o cabelo seco, sem precisar de sair do carro.
Há quem comece a "checkar" na Ericeira, venha por aí a baixo e só acabe de "chekar" na Arrifana.
Há certas companhias que são mais propícias ao "chekanso" e é certo e sabido, se formos na cantiga, só vamos fazer kilómetros, ou roteiros gastronómicos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Enquanto a maré não cobre as pedras, é o tempo de um desenho quase abstracto feito do cimo da rocha ruiva que dá o nome a esta praia.
Abstractas são igualmente as razões destas ondas rochosas sobre elas produzirem ondas de mar, essas sim, tudo menos abstractas, desenhadas pela natureza conforme todo o surfista artista ou não artista desenhou toda a vida em páginas de cadernos de escola, vidros embaciados, bloquinhos de telefone, toalhas e toalhetes de restaurante e por aí fora.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Se não tivesse voltado ali nessa altura, talvez não tivesse voltado mais!
Desde agosto que guardava a ideia da desilusão com que ficara deste lugar, auto caravanas com tamanhos inacreditáveis, autênticos condomínios fechados com a agravante de serem móveis, jeeps estacionados em cima da vegetação, carros atascados para pouparem uns metros de caminhada, música tecno a sair pelas forras das portas etc,etc,etc.
Voltei lá numa noite de outubro, ninguém! Estaciono, desligo os farois fica totalmente escuro, saio e faço xixi a olhar para as estrelas, a noite já é fria e húmida, ouvem-se os sapos e o barulho da ribeira, não há pinga de vento deito-me ansioso por uma manhã de ondas e mar "glass". De manhã afasto a cortina para "checkar" mas não vejo o mar, alguém chegou durante a noite e tapou-me a vista!
Desta vez uma bela vista! Tão linda quanto a paisagem que ficava do lado de lá deste modelo verde pistácio tão típico dos últimos que saíram da fábrica alemã de "pães de forma" dos finais da década de 70.
Houve tempos que as auto caravanas eram todas assim!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Em Outubro as pequenas ribeiras retomam o seu curso normal.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Em outubro cessa a época balnear e finalmente a praia é devolvida aos seus verdadeiros frequentadores, todos aqueles que não lhe viram as costas neste mês, e aos que só agora têm autorização para regressar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Gente ansiosa de vestir um casacão assim que caem os primeiros pingos que ainda nem fecharam o verão.
Em outubro a ideia de inverno parece inofensiva, mal sabem eles o que os espera!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Foi em Outubro que (re)começaram as idas e voltas, o comboio tem sido sempre uma contínua e variada sessão de modelos. Outubro marcou também definitivamente o fim dos hábitos de verão e o retorno aos ritmos e rotinas da longa travessia do inverno.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Este é o desenho que abre o ano lectivo.
A 10 de Outubro a ventuinha ainda andava ali bem por perto para refrescar os mais encalorados.
Que saudades!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ano novo mas nada muda... talvez alunos mais azuis!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Coincidencia, Monumento ou Instalação?
Encontrar 3 exemplares deste carisma lado a lado com estas cores ao sol numa praça de Lisboa, só pode ser intencional e artístico!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Fim de tarde no "reef," assisto de longe a uma discussão de mudança de turno na mudança de maré. Pescadores à linha e surfistas negoceiam nem sempre amigávelmente os seus territórios.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Na volta da ida ao "cavalinho" enquanto a maré o permite, o passeio continua lindo, mas o forte Mil Regos ao longe perdeu a expressão, face a uma das maiores aberrações construídas no nosso litoral.
Autarcas, empreiteiros, patos bravos, engenheiros sempre, sempre unidos pela destruição ambiental, pela edificação monumental, betonificação global.
Ericeira é já a Albufeira do Oeste e não vai ficar por aqui, quer mais e mais alcatrão, estaleiros de construção, lotes de habitação, rotundas de circunvalação semáfros e placas de sinalização, bancos, hipermercados porta sim, porta não!
O meu amigo Pedro Leitão faria disto uma bela canção de intervenção!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Na maré vazia as lages da "pontinha"
revelam o segredo da fábrica de direitas perfeitas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Cada vez mais as carruagens funcionam como salas ambulantes de relax que antecedem os dias de trabalho, encontram-se pessoas, lê-se, desenha-se, ouve-se música, olha-se a paisagem que passa rápido, chega a apetecer que a viagem não acabe logo.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

2 em 1, meio auto retrato meia paisagem de Lisboa, serviu para o meu cartão de apresentação neste site Passa apartir de agora a figurar também aqui.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Também já dou por mim a tirar os óculos para ler as "miudinhas"

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Eduardo Salavisa, desenhador compulsivo, apaixonado por estes livrinhos e pela forma espontânea dos desenhos de rua, levou isto ainda mais a sério, compilou, investigou, leu e escreveu sobre o assunto. O livro vai ser apresentado sábado, a não perder!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Mesmo que fazer um desenho no comboio seja já rotina, é a melhor forma de lidar com ela!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cá estão eles na sala panorâmica do ar.co com uma vista esplêndida pelas costas a olhar para objectos de segunda na frente.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

É por este ângulo que no silêncio dos desenhos dos alunos,
fico a observar o movimento dos barcos que viram a proa ao sentido contrário ao da maré, ou do vento conforme estas variáveis se manifestam com mais ou menos força.
Na outra margem vejo a direcção e o grau de inclinação dos fumos das fábricas do Barreiro e daí tiro as minhas conclusões... Devem estar a rolar certinhas lá na minha praia!
Fico mais aliviado quando chego às conclusões contrárias.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

domingo, 30 de novembro de 2008

Apetece-me cada vez mais ver o Tejo de lés a lés, abrir as persianas da sala em toda a sua plenitude, deixar toda a luz entrar, criar contrastes por todo lado, até que o branco das folhas encandeie, de forma a que olhem mais para tudo e menos para o papel.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Mais de um ano depois da última vez, voltei ao Palmeira, casa cheia, havia gente da copa a dar uma mãozinha às mesas, empregados com 50 anos de casa movem-se com a energia do primeiro dia, a receita não muda, a casa parece resistir a todas as modernices gastronómicas, o empregado gerente veterano pisca o olho ao desenho, fala de autênticas obras de arte deixadas em toalhas de mesa por artistas conceituados do mundo inteiro, não tenho dinheiro, não há multibanco, saio para levantar, confiam que volte.
"É uma casa portuguesa com certeza"

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Seja na ida ou na volta, para a grande maioria das pessoas a paisagem que passa lá fora, continua a ser absolutamente secundária face à oferta visual dos pequenos ecrans celulares.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Seja na ida, ou na volta, há sempre quem aproveite para pôr o sono da noite em dia.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Seja na ida, seja na vinda , pela manhã ou à tardinha há sempre alguém mal encarado na carruagem.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Quando os alunos desenham a raposa embalsamada, parecem ficar também embalsamados!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Se há coisa que Portugal é imbatível, é no prato do dia, entre o meio dia e as 3, porta sim, porta sim, em Lisboa ou onde for, qualquer cafezinho vira prato quente. Escrevem-se ementas a 5 euros em toalhas de papel que se colam à porta, este foi o dia do arroz de pato que estava bom, muito bom, nisto sim! Somos bons...muito bons!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Este ano os meus alunos são tão bem comportadinhos!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

As cargas da pentel pincel acabaram, valeu uma mini caixinha de aguarelas, uma caneta water proof e um pincel de agua que trazia comigo no comboio.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Depois da má experiência dos jaquinzinhos (ver desenho seguinte) refugiei-me neste café que serviu de câmera de desintoxicação. Tomei um café e fiz um desenho de alguém que nesse dia optou bem melhor do que eu, almoçou chá e umas torradas.
Dois dias depois voltei a passar junto da porta da malfadada tasca, agora fechada e com um letreiro de uma funerária na porta.
O senhor da corcunda adaptada ao escasso pé direito do estabelecimento morreu, eu fui pelos vistos uma das ultimas vítimas a quem o senhor provocara danos intestinais.