Abstractas são igualmente as razões destas ondas rochosas sobre elas produzirem ondas de mar, essas sim, tudo menos abstractas, desenhadas pela natureza conforme todo o surfista artista ou não artista desenhou toda a vida em páginas de cadernos de escola, vidros embaciados, bloquinhos de telefone, toalhas e toalhetes de restaurante e por aí fora.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Abstractas são igualmente as razões destas ondas rochosas sobre elas produzirem ondas de mar, essas sim, tudo menos abstractas, desenhadas pela natureza conforme todo o surfista artista ou não artista desenhou toda a vida em páginas de cadernos de escola, vidros embaciados, bloquinhos de telefone, toalhas e toalhetes de restaurante e por aí fora.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Desde agosto que guardava a ideia da desilusão com que ficara deste lugar, auto caravanas com tamanhos inacreditáveis, autênticos condomínios fechados com a agravante de serem móveis, jeeps estacionados em cima da vegetação, carros atascados para pouparem uns metros de caminhada, música tecno a sair pelas forras das portas etc,etc,etc.
Voltei lá numa noite de outubro, ninguém! Estaciono, desligo os farois fica totalmente escuro, saio e faço xixi a olhar para as estrelas, a noite já é fria e húmida, ouvem-se os sapos e o barulho da ribeira, não há pinga de vento deito-me ansioso por uma manhã de ondas e mar "glass". De manhã afasto a cortina para "checkar" mas não vejo o mar, alguém chegou durante a noite e tapou-me a vista!
Desta vez uma bela vista! Tão linda quanto a paisagem que ficava do lado de lá deste modelo verde pistácio tão típico dos últimos que saíram da fábrica alemã de "pães de forma" dos finais da década de 70.
Houve tempos que as auto caravanas eram todas assim!
domingo, 18 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Autarcas, empreiteiros, patos bravos, engenheiros sempre, sempre unidos pela destruição ambiental, pela edificação monumental, betonificação global.
Ericeira é já a Albufeira do Oeste e não vai ficar por aqui, quer mais e mais alcatrão, estaleiros de construção, lotes de habitação, rotundas de circunvalação semáfros e placas de sinalização, bancos, hipermercados porta sim, porta não!
O meu amigo Pedro Leitão faria disto uma bela canção de intervenção!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
fico a observar o movimento dos barcos que viram a proa ao sentido contrário ao da maré, ou do vento conforme estas variáveis se manifestam com mais ou menos força.
Na outra margem vejo a direcção e o grau de inclinação dos fumos das fábricas do Barreiro e daí tiro as minhas conclusões... Devem estar a rolar certinhas lá na minha praia!
Fico mais aliviado quando chego às conclusões contrárias.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
"É uma casa portuguesa com certeza"
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Dois dias depois voltei a passar junto da porta da malfadada tasca, agora fechada e com um letreiro de uma funerária na porta.
O senhor da corcunda adaptada ao escasso pé direito do estabelecimento morreu, eu fui pelos vistos uma das ultimas vítimas a quem o senhor provocara danos intestinais.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Desci do castelo à baixa com o intuito de parar na primeiratoalha de papel que tivesse escrito "jaquinzinhos".
Assim foi, sem olhar dei por mim numa tasca que pensava já nem existir, pelos vistos a A.S.A.E. também não.
O pé direito obrigava a andar curvado, o gerente ganhou uma corcunda adaptada ao meio, escorria gordura pelas paredes, cheirava a creolina e o exaustor ensurdecedor fazia parecer estar na casa das máquinas de um petroleiro, mesmo assim não virei costas à ideia dos "jaquinzinhos".
Estavam como não poderia deixar de ser incomestíveis, mas bons para serem desenhados.
Um prato do dia intragável que se revela num desenho do dia somente fraquinho!
sábado, 1 de novembro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Há 15 anos que é assim, a velha VW já conhece a 80 á hora todas as rectas e curvas que separam Berlim da Ribeira da Azenha.
De ano para ano a família cresce, o estendal aumenta, a carrinha parece diminuir.
Ainda me queixo das 3 horas que levo de caminho!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Tenho sempre algum receio que nos meios intelectuais me façam a habitual pergunta de, qual o livro que presentemente tenho à cabeceira?
À cabeceira enquanto não precise de pôr a placa no copo de água a marinar, deixo apenas os óculos que não uso para dormir. Este verão ganhei coragem e levei dois livros a passear comigo, as crónicas absolutamente corrosivas do António Lobo Antunes e "o desejo de ser inútil" a Incrível biografia de Hugo Pratt que há mais de um ano que estava ao pó da estante, esperando a melhor altura para ser saboriada.
Divinal!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
terça-feira, 14 de outubro de 2008
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